Após perder filha por suposto erro médico-hospitalar, pais unem forças e lançam marcha pela melhoria nos atendimentos em hospitais

Sophie tinha apenas 1 ano e 2 meses quando morreu após suposto erro médico-hospitalar num hospital particular em Macapá. Os pais, a policial militar Elane Morais e seu esposo Adenilton Pelaes, resolveram lutar para promover mudanças nos procedimentos de atendimentos médicos e pela implantação da Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrico naquele hospital. A Marcha também é para que o Hospital particular possa contratar mais técnicos e médicos,  que seja feita a separação do Pronto Atendimento Infantil do Adulto e a compra de uma UTI Móvel.

Para isso, Elane faz um chamamento público para que a comunidade compareça no próximo dia 9 de julho na Marcha da Sophie, Marcha Pela Humanização No Atendimento e Pela Instalação da UTI Pediátrica, com saída da Praça de Nossa Sra de Fátima às 17h. Elane e o esposo pensaram na Marcha após perderem a filha no dia 13 de junho deste ano após a mesma passar seis dias em coma decorrente de uma parada cardíaca.
Como foi o caso
Sophie deu entrada no Hospital São Camilo por volta das 12h, do dia 7 de junho deste ano, pois apresentava tosse e catarro.
“Fomos atendidas pela médica plantonista às 12h30, que examinou Sophie e prescreveu remédios e raio-x. O hospital estava lotado e não tinha enfermeiros e nem técnicos suficientes para atender tanta gente”,  disse a mãe.
Elane garantiu que não havia máscaras para inalação e nem aparelho para oxigenação dos bebês. “Neste primeiro momento brigamos com as técnicas, pois não tinha nada e elas não explicavam nada. Gostaria que ficasse claro que minha filha entrou consciente naquele hospital, no meu colo, carregando um bichinho que sempre levava consigo”, lembrou a mãe.
Somente às 14:15 a Sophie começou a ser medicada e às 16h encaminhada ao raio-x. “Eu tive que fazer briga para ela ser atendida com preferência, pois tinha que ser reavaliada”, afirmou.
De volta ao consultório médico por volta das 16h45, a mesma médica avaliou o raio-x e diagnosticou pneumonia. Sendo assim Sophie ficaria internada inicialmente por 5  dias.
“A burocracia levou horrorosas 3 horas, decorridas depois da reavaliação da médica, pois somente às  oito da noite ela foi medicada com SOLUMEDROL. Nesse momento meu mundo caiu. A técnica gritava no corredor que a minha filha tinha tido uma parada cardíaca. Ela ficou mais de 40 minutos sem respirar. Ela entrou em coma, minha Sophie, para não voltar nunca mais”,  lembrou com tristeza.
Elane também afirma que “quando minha filha engatou, foi levada para a tal sala de emergência, que lá chamam de Sala Vermelha. A técnica deixou minha filha, não sabia o que fazer e não iniciou o processo de ventilação/massagem cardíaca, pelo contrário, saiu para chamar a médica e não voltou mais, nem sequer para explicar se havia ou não feito a medicação correta”.
A mãe garantiu que naquele momento, quando a médica chegou e viu a gravidade do caso da bebê, não iniciou os procedimentos de ventilação /massagem cardíaca. “Ela saiu também e foi pedir ajuda do Clínico Geral Plantonista. Só depois que ele chegou é  que foi iniciada a massagem cardíaca na Sophie. As filmagens mostram que passaram 3 minutos para achar alguém que soubesse fazer tais procedimentos”, disse Elane.
Ela completou: “Foi só com a chegada do Clínico Geral que iniciaram a ressuscitação de minha bebê, e foi ele,  acostumado a tratar casos semelhantes no Pronto Socorro, que passou a dar as ordens de medicação para a bebê”.

A mãe garante que na sala vermelha os equipamentos não funcionaram. “Não havia medicação para o coração parado, todos estavam atônitos e mais nervosos que eu”, frisou Elane.
Segundo ela, o médico Neonatologista foi chamado para ajudar. “A neonatologista logo administrou mais outros medicamentos e acionou o SAMU, porque o São Camilo não tem ambulância e mandaram a minha Sophie em coma para o hospital público”, lamentou.
A criança ja teria chego ao PAI em estado crítico por falta de oxigênio no cérebro e teve lesões tão severas que não sobreviveu.
Sophie foi mandada na ambulância do SAMU para a UTI Pediátrica do Hospital da Criança. Ela faleceu dia 13/06/16 as 10h35 horas gerando uma grande comoção em toda a cidade.

“Nada vai trazer minha bebê de volta. Nada. Mas eu quero ajudar outros pais que pagam plano de saúde a poder ter uma uti naquele hospital particular, para que não ocorra com outras crianças o que ocorreu com Sophie”, finalizou a mãe.

A reportagem entrou em contato com o Hospital que informou que não queria dar entrevista, porém todas as providências estão sendo tomadas.

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Um comentário sobre “Após perder filha por suposto erro médico-hospitalar, pais unem forças e lançam marcha pela melhoria nos atendimentos em hospitais

  1. Esse hospital é uma MERDA!PESSOAS DESPREPARADAS, ESTRUTURA TOSCA, DESINFORMAÇÃO E DIREÇÃO SE ACHANDO ASTROS DE HOLLYWOOD. INFELIZMENTE É O QUE SE TEM AQUI, NÃO PRECISA SÓ DISSO QUE ESTÁ SENDO PEDIDO, É NECESSÁRIO MUITO MAIS, AMOR, ATENÇÃO E RESPEITO DE TODOS. VOU ESTAR LÁ, NÃO VOU DEIXAR ESSES PAIS OU QUALQUER OUTRO SENTIR ESSA DOR DE CARÊNCIA POR CONTA DE NEGLIGÊNCIA DESSES PROFISSIONAIS!!!

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