Aprovados do concurso interno para sargento da CBM se dizem injustiçados pela recomendação do MP-AP para cancelamento do certame
Os bombeiros que passaram no concurso interno para sargento do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) receberam com surpresa a notícia na última sexta-feira, 22, da recomendação do Ministério Público Estadual (MP-AP) de cancelamento do certame. O relatório de inquérito policial concluiu que uma candidata obteve conhecimento prévio de duas questões da prova objetiva.
No entanto, no documento policial é destacado que os elementos colhidos na investigação não são 100% conclusivos quanto à extensão de eventual fraude e muito menos quanto à possibilidade de identificação e exclusão dos possíveis candidatos indevidamente beneficiados. A origem do suposto vazamento da prova não foi comprovada e a candidata indiciada não confessou o prévio conhecimento de questões da prova objetiva.
De acordo com o candidato, cabo Yozeffi Souza, os aprovados já passaram pela avaliação médica, e na última quinta-feira, 21, foi finalizado o Teste de Aptidão Física (TAF). “Todos tivemos gastos com o concurso, dos exames médicos e psicológicos, o tempo para o estudo, nos preparamos para o TAF, muitos já estavam confiantes de seu desempenho. Tivemos gastos financeiros e psicológicos para fazer esse concurso. Não achamos justo que todo esse processo seja cancelado por suspeitas, quando nem há provas o suficiente para isso, é apenas uma candidata envolvida, que não assumiu sua culpabilidade”, ressalta o cabo.

Os 79 militares atingidos com a recomendação do MP-AP se reuniram neste sábado, 23, para reivindicar que o concurso não seja cancelado, e que seja ouvida a candidata que foi acusada de conseguir o gabarito de duas questões da prova. “Ela tem o direito de ser ouvida, de provar sua inocência na Justiça, mas pedimos para o Comando da CBM que mantenha o concurso e possa esperar a resolução da Justiça”, ressalta Yozeffi Souza.



