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Polícia

Policial militar é denunciado pelo Ministério Público por homicídio de personal trainer em Macapá

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O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio da 1ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Macapá, que tem a frente o promotor Júlio Luiz Kuhlmann ofereceu denúncia contra o policial militar Gilvan Endryl Seixas Barros, de 24 anos. Ele é acusado do homicídio qualificado do educador físico e personal trainer Daniel Cesar del Castillo da Silva, de 36 anos, e do crime de ocultação de cadáver. O caso ocorreu na noite do dia 6 de setembro de 2025, no Ramal do Recanto do Curiaú.

Personal trainer Daniel foi morto com a arma da corporação

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o acusado mantinha uma relação de amizade e confiança com a vítima, de quem havia sido aluno em treinamentos físicos para o ingresso na Polícia Militar. Na noite do crime, Gilvan atraiu Daniel até um local isolado e sem iluminação pública sob falsos pretextos. No local, utilizando a arma institucional da corporação (uma pistola Taurus PT 840), o acusado disparou à queima-roupa na cabeça da vítima, sem que houvesse discussão prévia.
Após o disparo, o corpo do personal trainer foi abandonado em uma área de mata densa, onde permaneceu oculto por quase uma semana, sofrendo a ação de intempéries até ser localizado em avançado estado de decomposição.

Provas telemáticas e movimentação pós-crime
A acusação sustentou-se no cruzamento de dados de inteligência e Estações Rádio Base (ERB). Os relatórios telemáticos demonstraram que os celulares do acusado e da vítima adentraram juntos na área do crime por volta das 22h05.
Após a execução, Gilvan utilizou o veículo da vítima, um Chevrolet Onix vermelho, para se deslocar. Ele desligou os aparelhos do personal trainer para evitar o rastreamento, mas chegou a registrar uma breve conexão de dados na madrugada seguinte na área de sua residência, no bairro Infraero II.

A versão apresentada pelo PM em depoimento policial, na qual alegava que o crime teria sido cometido por um agiota colombiano, foi totalmente descartada pela perícia, que não encontrou vínculo ou registros de contato entre a vítima e os suspeitos citados.

Deslocamento e prisão
Nos dias seguintes ao crime, o acusado usou o carro subtraído para viajar até o município de Oiapoque, onde esteve no 12º Batalhão da PM, admitindo posteriormente ter descartado os dois celulares de Daniel ao longo da rodovia. De volta a Macapá, no dia 12 de setembro de 2025, Gilvan envolveu-se em acidentes de trânsito com o veículo e acabou capturado em flagrante pela polícia no período da noite, na zona rural da capital, ocasião em que o carro foi recuperado.

O MP-AP requer a pronúncia do acusado para que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, além da manutenção de sua prisão preventiva no Centro de Custódia Especial do IAPEN e a fixação de valor mínimo de R$ 50 mil a título de reparação por danos morais à família da vítima.

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