Dia do Eletricista: tecnologia e fenômenos da natureza transformam uma profissão essencial para o Brasil
Subir em postes, reparar cabos e restabelecer o fornecimento de energia continuam sendo atividades fundamentais na rotina dos eletricistas. Mas, a profissão mudou significativamente nos últimos anos. Hoje, ferramentas digitais, drones, sistemas de monitoramento em tempo real e equipamentos automatizados fazem parte de uma operação cada vez mais tecnológica. Ao mesmo tempo, a necessidade de responder a fenômenos naturais acrescenta novos desafios ao trabalho desses profissionais.
No Dia do Eletricista, celebrado em 17 de outubro, o Grupo Equatorial destaca como essas transformações estão redefinindo uma profissão essencial para o funcionamento das cidades. Com atuação em sete estados brasileiros, o Grupo conta com aproximadamente 21 mil eletricistas. Eles trabalham em atividades de emergência, fiscalização, manutenção, obras e serviços comerciais, enfrentando realidades que vão de grandes centros urbanos a regiões de difícil acesso.
Entre as ferramentas utilizadas atualmente estão tablets com informações georreferenciadas da rede elétrica, drones para inspeções e sistemas inteligentes que auxiliam na identificação de ocorrências. Uma dessas soluções é o ADMS (Advanced Distribution Management System), plataforma que integra informações da rede e permite aos centros de operações acompanhar sua situação em tempo real.
Um desses eletricistas é o Paulo Queiroz, eletricista de redes e que foi aluno do Programa Escola de Eletricistas no Amapá e hoje atua na área. Paulo, além de uma capacitação, entendeu que a segurança é fundamental para o dia a dia da sua profissão.

“Eu tinha experiência na área eletricista predial e certo dia minha esposa me falou que havia um curso gratuito de formação de eletricistas e eu me inscrevi. Concluí a formação e entrei no Grupo Equatorial há três meses. No meu dia a dia no trabalho eu tenho uma regra comigo: eu tenho que sair de casa e voltar para casa. Tenho pessoas me esperando, minha família, meu filho de 11 anos. A segurança é algo indispensável”, afirmou.
Paulo também realizou um grande desejo que adquiriu ainda enquanto estava em formação: trabalhar no arquipélago do Bailique. Localizada da região rural de Macapá, o local é formado por comunidades ribeirinhas que convivem com os impactos das chamadas terras caídas, fenômeno de erosão das margens dos rios que provoca a perda de áreas de terra e ameaça casas, estruturas e o acesso das famílias a serviços essenciais, como a energia elétrica. Nesse cenário, o trabalho dos eletricistas é fundamental para garantir a manutenção da rede elétrica e a continuidade do fornecimento de energia. A viagem, de cerca de 4 horas, é feita pelas equipes através de uma lancha.
“Ainda durante o meu curso na Escola de Eletricistas o professor falava que nós poderíamos atuar em diferentes municípios e regiões, de Oiapoque à Laranjal do Jari e distritos como o Bailique e eu sempre disse que quando formado trabalharia no Bailique. Hoje, contratado pelo Grupo Equatorial, eu trabalho no distrito do Bailique e acompanho a realidade dos moradores de lá e ajudo em tudo o que posso. Eu atuo com pessoas experientes que me ajudam muito também no trabalho que desenvolvo”, afirmou.
Do trabalho braçal à operação conectada
A evolução tecnológica também mudou os equipamentos utilizados pelas equipes. Caminhões com cestos aéreos hidráulicos, alicates hidráulicos e ferramentas elétricas portáteis passaram a apoiar atividades que antes dependiam de maior esforço físico, enquanto equipamentos de automação permitem realizar determinadas manobras na rede sem a necessidade de deslocamento de profissionais.
Segundo Joe Louis Tavares Morra, superintendente de Operações do Grupo Equatorial, essas mudanças exigem um novo conjunto de habilidades dos eletricistas. “Hoje, o profissional precisa ter familiaridade com equipamentos de informática, utilizar tablets e interpretar mapas e imagens da rede elétrica, além de compartilhar informações de campo em tempo real com os centros de operações”, explica.
Apesar da evolução tecnológica, o trabalho humano permanece indispensável. “Os sistemas remotos aceleram os diagnósticos e permitem isolar trechos com defeito, mas a avaliação técnica das condições encontradas e a execução dos reparos continuam dependendo dos eletricistas”, destaca Morra.
Segurança como prioridade
Mesmo com o avanço da tecnologia, a segurança continua sendo um dos principais pilares da profissão. Antes de iniciar os serviços, os eletricistas seguem um protocolo rigoroso estabelecido pelo Grupo Equatorial de cinco etapas: análise preliminar de riscos, desenergização do circuito, bloqueio e sinalização dos equipamentos, verificação de ausência de tensão e aterramento temporário. São procedimentos que, aliados ao uso de equipamentos de proteção e à capacitação contínua, ajudam a preservar a vida dos profissionais em campo.

Para o eletricista Diemerson Silva, a profissão é um “oceano de conhecimento” que se amplia cada dia mais e, claro, o fator segurança tem sido algo praticado diariamente e é um valor inegociável.
“Já são mais de 7 anos nessa área. Eu trabalhei com construção civil e eu tinha medo de atuar com eletricidade, mas consegui fazer cursos para me aperfeiçoar, e hoje ainda acho que um pouco de medo é necessário para lembrarmos que a segurança vem em primeiro lugar. Eu sempre digo que o mundo da elétrica é um oceano de conhecimento, pois aprendemos algo novo todos os dias. O meu sonho é me tornar um profissional ainda melhor e ser uma grande referência para os mais novos e até para os mais experientes”, disse.
Diemerson também destaca uma frente necessária na atuação dos trabalhos desenvolvidos em campo: a conversa e o tratamento humanizado. Para ele, é gratificante receber agradecimentos e elogios por sua atuação.
“Trabalhar hoje na área é extraordinário e foi algo que abracei com todas as minhas forças. Eu trabalho nos serviços emergenciais e é uma felicidade muito grande chegar para realizar um serviço para um cliente e ele apertar e a minha mão e me agradecer por ter restabelecido a energia. Eu tenho um curso de gerenciamento de conflito e foi muito importante para mim porque é necessário entender também o ponto de vista do cliente e estar disposto a tratá-lo da melhor forma possível”, afirmou.
A tecnologia continua avançando, mas, por trás dos sistemas inteligentes e de cada ligação restabelecida, há profissionais que enfrentam desafios diariamente para garantir que a energia continue chegando às casas, aos hospitais, às escolas, garantindo o funcionamento de serviços essenciais à população.
Sobre o Grupo Equatorial
O Grupo Equatorial é uma empresa brasileira que se consolidou no cenário nacional como uma holding de empresas de alta performance e grandes resultados. Hoje, é o 3º maior grupo de distribuição do país em número de clientes.
A companhia avançou na consolidação do setor de distribuição de energia no Brasil e, atualmente, atua em sete concessionárias, nos estados do Maranhão, Amapá, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul e Goiás, atendendo mais de 14 milhões de clientes. A empresa está presente em 28% do território nacional, atendendo 15% do total de consumidores brasileiros e respondendo por 13% do mercado de distribuição de energia elétrica do país.
O Grupo Equatorial também atua nos setores de serviços, telecom, comercialização, geração distribuída e saneamento, consolidando-se como a primeira empresa multi-utilities do país. Além disso, adquiriu 100% das ações da Echoenergia S.A., ampliando a atuação no setor de renováveis e fortalecendo o posicionamento como um player integrado no segmento de energia.
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