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Advocacia

Defesa de empresário critica busca e apreensão em Operação Sangria e alega falta de acesso aos autos


A defesa de Welson Alves Marques Cardozo manifestou “profunda consternação” diante do cumprimento do mandado de busca e apreensão expedido no âmbito da Operação Sangria. Em nota à imprensa, reitera a inocência do investigado e aponta dificuldades no acesso ao conteúdo integral do procedimento investigatório.

Segundo advogadas de defesa, Welson Cardozo colocou-se à disposição das autoridades de forma espontânea antes do cumprimento da medida cautelar. A defesa afirma ter se constituído formalmente no caso em 20 de abril de 2026 e informado os endereços para notificações e intimações.

“A busca e apreensão foi a primeira providência diretamente dirigida à sua pessoa, embora sua Defesa estivesse regularmente constituída e, há meses, procurando acompanhar a apuração e colaborar com as autoridades”, destaca o texto da nota oficial.

A equipe jurídica alega que, ao longo de quase seis meses de tentativas e reiterações, não obteve acesso completo ao inquérito. De acordo com o posicionamento prestado, os documentos fornecidos até o momento seriam parciais, sem mídias anexadas ou limitados a arquivos isolados.
A defesa também criticou a ausência de intimação prévia para prestação de depoimento ou apresentação voluntária de documentos, ressaltando que versões colhidas durante a fase preliminar de apuração não devem ser tratadas como fatos consolidados.

Welson Cardozo informou que permanece à disposição do Poder Judiciário e dos órgãos de persecução penal. A defesa conclui afirmando ter convicção de que sua inocência será demonstrada à medida que o acesso irrestrito aos autos for concedido e a oportunidade de manifestação formal for assegurada no processo.

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