Ebserh e HU-Unifap vão abrir 10 leitos de UTI Pediátrica e 20 leitos de Enfermaria Pediátrica para atender emergência em saúde no Amapá
O Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (HU-Unifap), vinculado à Rede Ebserh – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, toma providências emergenciais para abertura de 20 leitos de enfermaria e 10 leitos de pediátricos de UTI para enfrentar um crescimento abrupto de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças no estado. A Ebserh também está enviando 15 respiradores, camas hospitalares e já publicou um edital convocando profissionais voluntários para se deslocarem para o Amapá por um período de até 20 dias.
O esforço para estruturação e ampliação emergencial dos serviços é fruto de uma ação conjunta entre o Ministério da Saúde, a Rede Ebserh e a Secretaria de Saúde do Amapá. Domingo (21), chegará a primeira equipe de profissionais, vindos do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), que vão auxiliar na abertura de novos leitos no HU-Unifap. O planejamento desta ação conjunta prevê que mais profissionais cheguem nas próximas semanas.
Segundo o presidente da Rede Ebserh, Arthur Chioro, a iniciativa visa reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, diante da situação de emergência sanitária. O Amapá passa por um expressivo crescimento de casos de síndromes gripais e respiratórias agudas graves que estão causando elevada demanda por leitos. “Estamos inseridos no SUS e é nossa missão e responsabilidade, humana e profissional, oferecer auxílio neste momento e garantir atendimento de qualidade à população”, afirmou.
Para Nilton Pereira Junior, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, “com a sobrecarga do sistema de saúde do estado, especialmente nos hospitais estaduais e unidades de pronto atendimento, é essencial o apoio do MS e da Ebserh na ampliação imediata de leitos hospitalares e no apoio à assistência já prestada pela rede estadual. Nossa prioridade é ampliar a rede hospitalar do estado, incluindo o HU-Unifap”.
O superintendente do HU-Unifap, Aljerry Rego, também decretou a criação do Comitê Gestor de Crise para Ações Emergenciais em Saúde Pública do hospital, composto por diversas chefias de diferentes setores e representantes das gerencias, que funcionará de forma permanente para tratar toda e qualquer questão referente à crise no Amapá e preservar o maior número possível de vidas dentro do contexto do Hospital Universitário.
Ele destaca que a ação coordenada entre as instituições é fundamental para superar esse momento agudo de crise. “As UTIs estão lotadas e os médicos pediatras do estado estão sobrecarregados. Precisamos de toda ajuda possível nesse momento. Além do rápido reforço que recebemos da Ebserh, a Força Nacional do SUS já está em solo amapaense e nos reunimos nesta quarta (17) com o Ministério da Saúde para ajustar e alinhar, o mais rápido possível, a implementação desses serviços que se fazem tão urgentes”.
Atendimento à emergência não paralisará cronograma de expansão dos serviços do HU-Unifap
O superintendente Aljerry Rego afirmou que o processo de atendimento do Hospital Universitário à situação emergencial do Amapá não afetará a expansão por etapas que está previsto no cronograma do hospital. Hoje, o HU-Unifap conta com uma enfermaria de clínica médica adulta com 20 leitos, dos quais 19 estão ocupados.
O planejamento estratégico prevê que, em três meses, a enfermaria ganhe mais 10 leitos e amplie sua capacidade para 30 no total. Também está prevista a abertura de 25 leitos de clínica cirúrgica, cinco salas de cirurgia e 10 leitos de UTI adulto.
Segundo Aljerry, as convocações devem acompanhar esse processo e acelerar no próximo período. “Com a ampliação dos leitos, a expectativa é convocar de 180 a 200 concursados até julho. Seguiremos nosso planejamento existente de transição da fase dois para a fase três do hospital. E até o fim do ano, abriremos mais salas cirúrgicas e iniciaremos os serviços de pediatria e obstetrícia”.
Ações de prevenção
É importante destacar que o uso de máscaras por pessoas com sintomas de gripe, bem como a adesão à vacinação para influenza e covid-19 são as principais e mais efetivas medidas para evitar casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Por Andrew Costa
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh
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