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Polícia

Policiais penais alegam legítima defesa após atirarem contra major da PM; um permanece preso

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O inquérito policial que apura a morte do major da Polícia Militar do Amapá, Anderson Leite Rodrigues Fernandes, de 41 anos, ganhou novos desdobramentos após os depoimentos de testemunhas e a manifestação da defesa dos policiais penais envolvidos na ocorrência, registrada na manhã deste domingo (27), em frente a um estabelecimento comercial no Centro de Macapá.
De acordo com o advogado Marcelino Freitas, responsável pela defesa dos policiais penais, o caso envolveu quatro agentes penitenciários e o oficial da PM. “O desentendimento teria começado no final da madrugada, ainda no interior do estabelecimento, motivado por falta de espaço e um empurra-empurra que teria sido iniciado pelo major da PM. Após o atrito inicial, os grupos teriam se afastado dentro do local”, disse Marcelino.

Advogado de defesa Marcelino Freitas

Conforme a versão detalhada pelo advogado, a situação escalou no momento em que o grupo de policiais penais decidiu ir embora, ao amanhecer. O major da PM, que continuava consumindo bebida alcoólica do lado de fora, teria arremessado uma garrafa de cerveja na direção dos agentes e sacado uma arma de fogo. “Nesse momento, teve início a troca de tiros. Três dos quatro policiais penais efetuaram disparos em reação. Um dos agentes, identificado como Márcio Amanajas, não atirou. Outro policial penal, identificado como Guerra, foi atingido por um tiro que transfixou sua perna e precisou passar por exame de corpo de delito”, detalhou o advogado.

Anderson morreu no local da ocorrência

Após a análise preliminar de imagens de câmeras de segurança e oitiva de testemunhas no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), a autoridade policial concedeu liberdade a três dos agentes penais, Wilson Pontes Neto dos Reis, Sérgio Ricardo da Silva Guerra e Marcio Douglas Moraes Amanajás.
O quarto policial penal, identificado como Uzias Palmerim de Santana Júnior, permaneceu custodiado à disposição da Justiça. O advogado Marcelino Freitas explicou que o cliente efetuou um disparo quando o major já estava caído ao chão, mas argumenta que o militar ainda estaria empunhando a arma e atirando contra os agentes naquele momento.

A perícia e os exames residográficos devem apontar com precisão de qual arma partiu o disparo fatal. A Polícia Civil prossegue com as investigações para concluir o inquérito e individualizar a conduta de cada envolvido.

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