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Polícia

Sargento da PM que baleou duas pessoas em Pracuúba se apresenta na delegacia

Elen Costa
Vitimas caídas ao chão, já feridas

Um sargento da Polícia Militar (PM) que se envolveu em uma confusão em um bar e baleou duas pessoas no município de Pracuúba – distante a 256 quilômetros de Macapá – se apresentou para a autoridade policial daquela cidade. Depois de prestar depoimento ao delegado titular da Delegacia de Polícia Civil de Pracuúba, César Augusto, o mesmo foi liberado. Vítimas e testemunhas também foram ouvidas.

O fato aconteceu na madrugada deste sábado, 9. Um vídeo gravado por uma testemunha mostra as duas vítimas – um homem e uma mulher – caídas ao chão, já feridas. Ele com um tiro na perna e ela baleada no dedo. Ambos receberam atendimento na unidade de saúde local e, em seguida, alta médica. Na imagem, o PM aparece com a arma em punho ameaçando outras pessoas. Ele é contido por uma senhora.

O militar, que é lotado na cidade de Calçoene, não teve o nome divulgado. O diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Sandro Torrinha, disse que todas as providências para apurar o caso estão sendo adotadas. “Não tenho os detalhes do que teria levado ao ataque, se o militar estava fora do horário de serviço ou não e nem a relação entre os envolvidos, porque foi o delegado César quem os ouviu. Estou acompanhando e sei que todas as providências cabíveis contra o policial estão em andamento. Já foram ouvidas várias testemunhas, as vítimas e vamos investigar o que de fato houve. Ele efetuou vários disparos. Não foi nenhum e nem dois. Foram vários. Mas, tudo isso vai ser apurado pela Polícia Civil. Vamos fechar o caso o mais rápido possível”, disse Torrinha.

Uma senhora tenta conter o sargento

A Diretoria de Comunicação (Dicom) da PM informou que a corregedoria abrirá um Procedimento Administrativo (PAD) para apurar a conduta disciplinar do militar. “Será instaurado esse PDA pelo fato dele estar no bar, e tem toda a questão de imagem da instituição. Mas o comando não descartou a possibilidade de abrir um IPM por conta dos disparos”, informou o tenente Josiagab da Dicom.

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