Ao lado de Lula, Davi defende que potencial do petróleo se transforme em emprego, renda e oportunidades no Amapá

Durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Amapá, nesta segunda-feira (17), o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que os avanços na exploração da Bacia do Amazonas são resultado de anos de trabalho, persistência e defesa do potencial de desenvolvimento do estado.
A agenda presidencial no Amapá reuniu, entre outras autoridades, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o governador Clécio Luís e o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Como parte da programação, Davi acompanhou o presidente Lula em visita ao navio-sonda que atua na campanha exploratória da Petrobras em águas ultraprofundas da costa amapaense.

“Essa conquista não caiu do céu. Tem trabalho, tem persistência e tem muita luta por trás dela. Nós acreditamos quando muitos duvidaram. Trabalhamos quando parecia difícil. E hoje estamos aqui para testemunhar que valeu a pena lutar pelo Amapá”, afirmou Alcolumbre.
Há anos, o senador atua em Brasília para que o potencial energético e os recursos naturais do Amapá possam contribuir para o desenvolvimento econômico e social do estado. Foram inúmeros encontros, conversas e articulações para garantir ao Amapá a oportunidade de conhecer suas riquezas naturais e transformar esse potencial em desenvolvimento para a população. Durante a visita, Davi ressaltou que sua presença no navio-sonda representava, sobretudo, a população amapaense.

“Hoje eu estou neste navio-sonda como presidente do Congresso Nacional, mas, acima de tudo, estou aqui como amapaense. A minha presença aqui é a presença do Amapá. É o nosso povo dentro desse navio, participando desse momento histórico. Hoje, cada amapaense está aqui conosco. Porque essa conquista pertence ao nosso povo”, declarou.
Desenvolvimento para os amapaenses
Na última sexta-feira (14), a Petrobras anunciou ter identificado hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, no bloco FZA-M-59, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas da Bacia da Foz do Amazonas. A estatal segue com os trabalhos para avaliar as características dos hidrocarbonetos encontrados e o potencial da área.
O Morpho é o primeiro poço perfurado pela Petrobras no bloco FZA-M-59. A área integra a estratégia exploratória da companhia na Margem Equatorial, considerada relevante para a recomposição das reservas brasileiras e para a segurança energética do país nas próximas décadas.
De acordo com Davi Alcolumbre, a perspectiva de exploração de petróleo só representará uma verdadeira conquista se a riqueza produzida se converter em benefícios concretos para quem vive no Amapá.
“Nós não queremos apenas encontrar petróleo. Queremos transformar petróleo em oportunidade. Petróleo no Amapá tem que significar emprego no Amapá, renda no Amapá e desenvolvimento para quem vive no Amapá”, ressaltou.
Para o presidente do Senado, uma eventual nova atividade econômica ligada ao setor de petróleo deverá impulsionar investimentos, qualificação profissional e oportunidades para empresas e trabalhadores do estado.
“Essa riqueza precisa chegar à mesa das famílias, às escolas dos nossos jovens, à qualificação dos nossos trabalhadores e às empresas que vão gerar os empregos do futuro. O petróleo está no fundo do mar, mas a riqueza que ele gerar precisa ficar na vida das pessoas”, defendeu.
O Amapá virou prioridade
A Petrobras pretende ampliar os estudos exploratórios na região. A companhia planeja investir cerca de R$ 3,3 bilhões na perfuração de quatro poços na Bacia da Foz do Amazonas até 2027. Novas perfurações, no entanto, ainda dependem das respectivas autorizações ambientais.
A perfuração do poço Morpho foi autorizada em outubro de 2025, após um processo de licenciamento ambiental que se estendeu por cerca de 12 anos. Durante a agenda presidencial, o governador Clécio Luís destacou as perspectivas abertas pelo avanço das pesquisas na região e o potencial de transformação econômica para uma nova geração de amapaenses.
“Talvez essa seja a notícia do século em relação a novos projetos, ao desenvolvimento, a novos empregos, tudo o que nós estamos construindo, sonhando e trabalhando com esse momento. Essa descoberta representa muito para o Brasil, para a geopolítica, para a estratégia brasileira de desenvolvimento”, disse.
Davi também destacou a presença do presidente Lula no Amapá como demonstração da importância que o estado passou a ocupar na agenda nacional.
“Presidente Lula, nós sonhamos, lutamos e trabalhamos muito para chegar a este momento. A sua presença no Amapá mostra que o nosso estado deixou de ser promessa. O Amapá virou prioridade para o Brasil”, afirmou.
Ao final, o presidente do Senado voltou a defender um novo protagonismo econômico para o estado e afirmou que continuará trabalhando para transformar o potencial da região em oportunidades para a população.
“O que estamos celebrando hoje não é apenas uma descoberta. É uma nova esperança para uma geração inteira de amapaenses. O Amapá ainda tem muito a conquistar. E quem lutou tanto para chegar até aqui não vai parar agora. Durante muito tempo, o Brasil olhou para o Amapá como o fim do mapa. Agora vai olhar para o Amapá como o começo de um novo futuro”, concluiu.








