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Polícia

Polícia Civil deflagra “Operação Sangria” contra esquema de fraude e lavagem de R$ 60 milhões

Uma equipe da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), deflagrou nesta quarta-feira (7) a “Operação Sangria”. A ação busca desarticular uma organização criminosa investigada por criar um esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro que causou um prejuízo estimado em R$ 60 milhões a uma empresa privada sediada no estado.
As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça amapaense em 16 alvos, seis residências e dez empresas, distribuídos pela capital Macapá e pelo bairro Sudoeste, em Brasília (DF). No Distrito Federal, a operação contou com o apoio da Polícia Civil local (PCDF).

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Entre os endereços comerciais vistoriados pela polícia estão uma barbearia e outras companhias apontadas como parte integrante do esquema.

Falso furto de embarcações deu início às apurações
As investigações ganharam força após um fato inusitado registrado em abril deste ano. O principal investigado, até então gestor da companhia vítima, procurou a polícia para denunciar o suposto furto de quatro embarcações. O episódio acabou provocando a abordagem forçada e indevida de dois advogados prestadores de serviço da empresa.

“Durante a apuração, a DRACO constatou que a comunicação do crime era inteiramente falsa: o gestor havia orquestrado a farsa para encobrir a entrega dos barcos como garantia de pagamento a um suposto agiota, após acumular dívidas pessoais milionárias”, disse o delegado Estefano Santos.

A engrenagem do crime
De acordo com a polícia, a organização criminosa operou entre os anos de 2022 e 2026 com clara divisão de tarefas organizada em três frentes:
Núcleo Gerencial: Liderado por membros da cúpula da própria empresa, responsáveis por arquitetar o desvio interno.


Núcleo “Noteiro”: Composto por empresas de fachada que emitiam notas fiscais frias simulando a venda de mercadorias e a prestação de serviços inexistentes.
Núcleo Financeiro: Formado por diretores que autorizavam os pagamentos das notas fraudulentas, drenando os recursos da companhia.

Vida de luxo e apreensões
A investigação revelou que os valores desviados financiavam um estilo de vida de alto padrão para os investigados. O dinheiro pagava despesas familiares, viagens internacionais, aluguel de aeronaves particulares e até mesmo a construção de imóveis de luxo, que contavam com insumos e mão de obra arcados pela própria empresa vitimada. Apenas nas contas pessoais e de familiares do principal investigado, a polícia identificou o repasse de mais de R$ 13 milhões.

Durante as buscas, os policiais apreenderam telefones celulares, computadores, mídias digitais, veículos e valores em espécie. A Justiça já autorizou a quebra do sigilo de dados e a perícia forense em todos os dispositivos recolhidos, materiais que serão analisados para identificar outros possíveis integrantes e desdobramentos do esquema.

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