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Justiça

Tjap alerta para golpes que usam falsas informações sobre processos judiciais

Da Redação

Uma mensagem sobre um processo judicial pode parecer legítima quando apresenta documentos, capturas de tela de conversas e até informações verdadeiras sobre a vítima. Para evitar que cidadãos caiam nesse tipo de golpe, a Secretaria de Precatórios do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) alerta para abordagens de criminosos que se passam por servidores da Justiça e solicitam dinheiro para supostamente acelerar processos ou liberar valores.

Segundo o secretário de Precatórios do TJAP, João Guilherme Lopes, os golpistas utilizam diferentes formas de contato para convencer as vítimas. E-mails com links para sites externos, ligações telefônicas, mensagens de texto e áudio, capturas de tela de conversas e documentos falsificados estão entre os recursos usados para dar credibilidade à fraude.

“Desconfie de quem se apresenta como servidor, juiz, promotor ou advogado e pede dinheiro ou algum benefício para agilizar o seu processo. O pagamento de uma taxa não é uma forma válida de tornar mais rápido o andamento processual do seu caso”, explicou João Guilherme.

Informações verdadeiras também podem fazer parte do golpe

Os criminosos podem utilizar dados verdadeiros sobre a vítima e informações relacionadas a processos reais, o que torna a abordagem mais convincente. Por isso, pedidos de pagamento, links para acompanhar processos ou mensagens com promessa de liberação rápida de valores exigem atenção.

A solicitação de transferência via PIX, em especial, deve ser vista como um sinal de alerta. O secretario de precatórios reafirma que não há cobrança de pagamento antecipado para que cidadãos recebam valores decorrentes de processos judiciais.

Diante de um contato suspeito, a orientação é não fazer transferências, não fornecer dados pessoais e confirmar a informação pelos canais oficiais do TJAP.

“Se algo parecido acontecer com você, a melhor coisa a fazer é manter a calma e procurar os canais oficiais do Tribunal de Justiça, como o Balcão Virtual, ou falar diretamente com o seu advogado”, orientou o servidor.

A recomendação vale para qualquer abordagem que envolva promessa de liberação de valores, cobrança de taxas ou pedido de informações pessoais em nome do Poder Judiciário.

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