Assassino já havia sido condenado por matar mulher e volta a cometer crime brutal em Santana

Um crime brutal registrado ontem em Santana expôs novamente a fragilidade do sistema penal brasileiro. Cláudio Pacheco, de 42 anos, conhecido pelo vulgo “Coringa”, matou uma jovem de 19 anos durante um assalto, mesmo já tendo sido condenado anteriormente por outro homicídio cometido no município.
A vítima mais recente foi Ana Paula Viana Rodrigues, que trabalhava como vendedora em uma loja de roupas localizada na Travessa Álvaro Barros, no centro de Santana. Segundo as investigações da Polícia Civil do Amapá, o criminoso invadiu o local para cometer um roubo. Durante a ação, houve luta corporal e a jovem acabou sendo estrangulada até a morte.
O motivo do crime revela um cenário ainda mais revoltante. De acordo com a investigação, o celular da vítima foi levado e trocado em uma boca de fumo conhecida como “Berinjela” por apenas seis pedras de crack.

A prisão foi realizada por equipes da 1ª Delegacia de Polícia de Santana, com apoio do Grupo Tático Aéreo (GTA), Rotam, Ciop e Inteligências das Polícias Civil e Militar. Após diligências, os policiais localizaram o suspeito em uma área de ponte no bairro Elesbão, onde ele foi capturado. A mulher dele, que estava na casa, tentou alegar que eles havia brigado por isso ele estava machucado.
Durante depoimento, o criminoso confessou o latrocínio e afirmou que estava sob efeito de entorpecentes quando decidiu cometer o assalto.
O caso, porém, se torna ainda mais grave por causa do histórico do acusado. Cláudio Pacheco já havia sido condenado pela Justiça pelo assassinato de outra jovem em Santana.

Em 25 de fevereiro de 2018, a jovem Camila Freitas de Oliveira, de 24 anos, foi encontrada morta nas proximidades da Avenida Castro Alves, no bairro Fonte Nova. A vítima apresentava diversas perfurações provocadas por golpes de faca, em um ataque considerado extremamente violento.
As investigações apontaram Cláudio Pacheco como autor do homicídio. Ele foi preso apenas em 2022 e levado a julgamento no Tribunal do Júri de Santana, que em outubro de 2023 o condenou a 15 anos de reclusão em regime fechado.
Mesmo condenado por um crime brutal, o criminoso teve acesso ao benefício da saída temporária, mas não retornou ao sistema prisional em outubro de 2025, passando a ser considerado foragido. Livre nas ruas, voltou a cometer outro crime bárbaro que terminou com a morte de mais uma jovem.




