Crise no transporte público de Macapá: gestão municipal convoca coletiva, e rodoviários anunciam greve a partir do dia 26, caso não recebam salários atrasados

A crise no transporte público de Macapá ganhou novos desdobramentos nesta semana. A atual gestão da Prefeitura de Macapá convocou uma coletiva de imprensa para esclarecer a situação do sistema.
Durante pronunciamento, o prefeito Pedro da Lua afirmou que, ao assumir a administração, encontrou um cenário considerado crítico. Segundo ele, o sistema de transporte apresenta fragilidade estrutural, contratos comprometidos, ausência de planejamento e atrasos salariais.
“A população precisa saber a verdade. Encontramos um sistema colapsado, resultado de problemas acumulados ao longo da gestão anterior”, declarou.
Apesar das críticas, Pedro da Lua ressaltou que a prioridade da atual gestão é buscar soluções. Ele afirmou que a prefeitura já iniciou diálogos com empresas e trabalhadores, além de medidas emergenciais para reorganizar o serviço. O prefeito também declarou que o pagamento às empresas responsáveis pelo transporte seria realizado ainda nesta sexta-feira (20), como tentativa de amenizar a crise.

Greve anunciada
Em meio ao cenário de instabilidade, o Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário do Amapá confirmou a paralisação da categoria a partir da meia-noite do dia 26 de março, caso o problema não seja resolvido.
A decisão foi tomada em assembleia extraordinária realizada no último dia 18. Os rodoviários cobram o pagamento de salários atrasados e benefícios, como o vale-alimentação. A categoria deu prazo até o dia 25 para que as pendências sejam resolvidas.
Caso não haja acordo, a greve deve afetar cerca de 70% da frota de ônibus da capital. Conforme determina a legislação para serviços essenciais, apenas 30% dos veículos devem continuar em circulação para garantir o atendimento mínimo à população.
O sindicato informou ainda que a paralisação pode ocorrer por tempo indeterminado, dependendo das negociações com as empresas.

Impacto na população
A possível greve deve atingir diretamente milhares de usuários do transporte público de Macapá, principalmente nos horários de pico. A incerteza aumenta a preocupação de trabalhadores e estudantes que dependem diariamente do serviço.
Até o momento, as empresas responsáveis pelo transporte coletivo não se manifestaram oficialmente sobre as reivindicações da categoria.








