Saúde

Macapá tem 6 casos confirmados e um óbito por doença de Chagas pelo açaí

A Vigilância em Saúde do Amapá confirmou, nesta terça-feira (24), seis casos de doença de Chagas em Macapá. As ocorrências estão relacionadas ao consumo de açaí possivelmente contaminado, oriundo de uma mesma batedeira localizada no bairro Jardim Marco Zero, na zona sul da capital. O estabelecimento foi interditado pelas autoridades sanitárias. Além dos casos registrados e investigados foi registrado o óbito de uma mulher de 47 anos .

De acordo com a Vigilância em Saúde, exames realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) confirmaram os primeiros diagnósticos. A suspeita é de que a transmissão tenha ocorrido por meio da ingestão de açaí contaminado pelo inseto conhecido como barbeiro, vetor da doença.

Especialistas explicam que a presença do inseto pode ocorrer de forma natural nos caroços do açaí, já que os açaizeiros fazem parte do habitat do barbeiro. Durante o processo de trituração, resíduos contaminados podem se misturar ao alimento, aumentando o risco de infecção. A doença pode se manifestar de forma aguda, principalmente quando há alta carga parasitária.

Ocorrências estão relacionadas ao consumo de açaí possivelmente contaminado

Entre os sintomas iniciais mais comuns estão dor de cabeça intensa e inchaço nas pernas. Nos quadros mais graves, a doença pode comprometer órgãos como coração e fígado, podendo levar à morte.

Diante da situação, uma operação de fiscalização foi iniciada para vistoriar batedeiras de açaí em diversos bairros da capital. O objetivo é garantir que os estabelecimentos estejam seguindo corretamente os protocolos de higiene e processamento do produto.

A Prefeitura de Macapá foi notificada e deve atuar em conjunto nas ações de fiscalização e orientação aos estabelecimentos.

As autoridades reforçam a importância de que a população consuma açaí de locais devidamente regularizados e que adotem boas práticas de manipulação, como forma de prevenção à doença de Chagas.

As ações seguem em regime de urgência, com cronograma estabelecido para execução das medidas críticas nas primeiras 72 horas, visando conter o avanço do surto e proteger a saúde da população.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo