Nova edição do projeto “Eles por Elas” reforça protagonismo masculino no combate à violência de gênero

O enfrentamento à violência contra mulheres e meninas ganhou um novo capítulo no Amapá com a realização da segunda edição do projeto “Eles por Elas”, promovido pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (6). A iniciativa propõe uma mudança direta na forma como os homens se posicionam diante desse cenário: deixando de ser espectadores para se tornarem agentes ativos na prevenção e no combate às violências de gênero.
O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes de diversas áreas estratégicas, como segurança pública, educação, saúde e assistência social. A proposta central é fomentar o debate sobre masculinidades positivas e provocar uma transformação cultural que atue na raiz do problema.
Idealizado pela primeira-dama Priscilla Flores, o projeto busca ampliar o diálogo com o público masculino e fortalecer políticas públicas voltadas à equidade de gênero.

“Eles por Elas, nasceu da convicção que a gente tem de que não cabe só a mulher, a gente não pode assumir, enquanto mulher sozinha, a responsabilidade por acabar com a violência contra a mulher. Essa é uma responsabilidade que tem que ser compartilhada entre homens e mulheres. Então, assim, é um chamado para que os homens venham somar com a gente nessa luta”, detalhou a primeira-dama.
Para o governador Clécio Luís, o projeto reforça o compromisso institucional do Estado com ações integradas de enfrentamento à violência.
“Essa é a segunda vez que o Elas chama os homens para discutir a partir do prisma da percepção do que nós, homens, podemos fazer para enfrentar essa realidade. E eu tenho convicção de que por mais que nós tenhamos mecanismos da polícia, da assistência social e outros tantos, esse é um tema que só será vencido, só será superado se tiver envolvimento de toda a sociedade, onde a masculinidade não seja colocada como subterfúgio para agredir ou para matar mulheres”, declarou o governador.

Um dos destaques do encontro é a participação do palestrante internacional Luciano Ramos, embaixador da Unesco e especialista em grupos reflexivos de homens. Ele conduz a palestra “Como tornar meninos e homens aliados para a prevenção das violências contra meninas e mulheres”, trazendo experiências e metodologias aplicadas em diferentes contextos.
“Em cada região a gente trabalha de uma forma por entender que ser homem contém um aspecto cultural e territorial. Ser homem no sudeste do Brasil não é a mesma coisa que ser homem no nordeste ou no norte do Brasil. São aspectos completamente diferentes. E posso dizer isso com muita certeza. Trabalhar as masculinidades no Amapá é uma coisa. Trabalhar as masculinidades no Rio de Janeiro é outra e em São Paulo é outra. Então por isso a gente precisa ter projetos, trabalhos e programas que contemplem a realidade do que é ser homem nesse local, nesse estado”, explicou Luciano.

O projeto Eles por Elas vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica para engajar homens no processo de mudança social, reconhecendo que a segurança feminina é uma responsabilidade coletiva.






