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Avião histórico percorre antiga pista de pouso de Macapá e reforça memória do Amapá no futuro Parque Residência

O transporte do avião Bandeirante EMB-110 pelas ruas de Macapá, nesta quinta-feira, 21, transformou avenidas da capital em um cenário de memória e resgate histórico. A aeronave, que integrou a aviação oficial do antigo Território Federal do Amapá entre as décadas de 1970 e 1990, agora passa a compor o acervo permanente do futuro Parque Residência, novo espaço cultural e turístico em implantação na orla da capital.

O momento ganhou simbolismo especial ao percorrer a Avenida FAB, via que surgiu originalmente como a primeira pista de pouso de Macapá, ainda nos anos 1940. Antes da construção do aeroporto da cidade, o trecho recebia aeronaves militares e voos do Correio Aéreo Nacional, responsáveis por conectar o então território ao restante do país em um período marcado pelo isolamento geográfico e pela escassez de infraestrutura.

Durante o trajeto entre o hangar do Governo do Estado e o Centro Histórico, moradores interromperam a rotina para acompanhar a passagem do bimotor. Estudantes se reuniram nas calçadas para fotografar a aeronave, enquanto moradores mais antigos relembravam histórias ligadas à formação política e administrativa do Amapá.

Estudantes se reuniram nas calçadas para fotografar a aeronave

O Bandeirante, fabricado pela Embraer e identificado no estado pelo prefixo FDL, foi incorporado ao serviço aéreo do governo ainda durante o período territorial. A aeronave foi utilizada em missões administrativas, viagens institucionais e operações de apoio à saúde em municípios do interior, permanecendo em atividade até o fim da década de 1990.

Segundo o governador Clécio Luís, a iniciativa busca preservar parte da memória coletiva do estado e aproximar a população de elementos históricos que ajudaram a construir o Amapá.

“Esse avião não representa apenas uma peça da aviação. Ele carrega histórias, lembra um período importante do desenvolvimento do nosso estado e ajuda a reconectar as pessoas com a memória do Amapá. O Parque Residência nasce também com esse propósito de valorizar nossa identidade e preservar o nosso patrimônio histórico”, afirmou o governador.

Governador Clécio Luís afirmou que iniciativa preserva parte da memória coletiva do estado

Agora restaurado e deslocado para a antiga residência oficial dos governadores, o avião passa a integrar o conceito do Parque Residência, projeto que busca transformar o espaço em um ambiente de convivência, turismo, memória e valorização do patrimônio histórico amapaense.

A expectativa do Governo do Estado é que o novo parque se consolide como um dos principais pontos de visitação cultural de Macapá, reunindo elementos que contam diferentes fases da história do Amapá, desde o período territorial até a formação urbana e política da capital. Entre os atrativos previstos estão peças históricas, estruturas restauradas e ambientes voltados à preservação da identidade local.

Historiadores avaliam que a chegada da aeronave ao espaço fortalece o sentimento de pertencimento e amplia o debate sobre preservação da memória pública. O trajeto do avião pela Avenida FAB também reforçou a conexão entre passado e presente, ao refazer simbolicamente uma rota que ajudou a moldar o desenvolvimento de Macapá.

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