Denúncia

Comerciantes da Orla de Mazagão prestes a perder seus empreendimentos pedem diálogo com a prefeitura

Famílias que dependem do comércio local afirmam não ter recebido informações claras sobre possíveis impactos das obras da nova orla

A construção da nova Orla de Mazagão tem sido vista pela população como uma importante iniciativa para o desenvolvimento urbano e turístico do município. No entanto, comerciantes que atuam há anos na região conhecida como Beirada de Mazagão manifestaram preocupação com o futuro de seus empreendimentos e das famílias que dependem dessas atividades para sobreviver.

Segundo relatos dos trabalhadores, mais de 20 famílias podem ser diretamente afetadas pelas mudanças previstas para a área. Os comerciantes afirmam que, até o momento, ainda não receberam informações detalhadas sobre como ficará a situação dos estabelecimentos após a execução das obras.

Muitos deles destacam que investiram recursos próprios ao longo dos anos para estruturar seus negócios e que exercem suas atividades de forma regular, com licenças e autorizações obtidas junto aos órgãos competentes. A principal reivindicação é por mais diálogo e transparência antes da adoção de qualquer medida que possa comprometer suas fontes de renda.

Para os comerciantes, o debate não se trata de ser contra o desenvolvimento do município. Pelo contrário, eles reconhecem a importância da revitalização da orla e acreditam que o progresso pode caminhar junto com a responsabilidade social.

A preocupação é que famílias que construíram sua história na área não sejam prejudicadas durante o processo de transformação urbana. Por isso, os trabalhadores fazem um apelo à administração municipal para que sejam buscadas alternativas que garantam a continuidade das atividades econômicas e a preservação dos empregos gerados no local.

Dirigindo-se ao prefeito Chico Nó, os comerciantes pedem sensibilidade e atenção à situação, defendendo a construção de uma solução que concilie o desenvolvimento da cidade com a proteção da dignidade e do sustento das famílias que vivem do comércio na Beirada de Mazagão.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Mazagão não havia se manifestado oficialmente sobre as reivindicações apresentadas pelos comerciantes.

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