Saúde

Servidores da saúde iniciam capacitação em Libras para ampliar inclusão no atendimento a pacientes surdos

A busca por um atendimento mais acessível e humanizado na rede pública de saúde ganhou um novo reforço no Amapá. Servidores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciaram nesta semana uma capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), voltada ao aprimoramento da comunicação com pacientes surdos nos serviços de saúde.

A formação reúne profissionais que atuam diretamente no acolhimento e atendimento ao público, com foco em situações do dia a dia das unidades de saúde. Durante as aulas, os participantes aprendem sinais básicos para apresentação pessoal, identificação de sintomas, solicitação de documentos e orientações iniciais, etapas consideradas essenciais para garantir mais autonomia e segurança aos usuários surdos.

A iniciativa é coordenada pela Central de Tradutores e Intérpretes de Libras em Saúde (Cilsaúde) em parceria com a Escola de Saúde Pública do Amapá. A proposta é que os servidores desenvolvam habilidades básicas de comunicação que permitam um primeiro acolhimento eficiente até a atuação dos intérpretes especializados quando necessário.

Formação reúne profissionais que atuam diretamente no acolhimento e atendimento ao público

A capacitação ocorre em turmas nos períodos da manhã e da tarde e integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da acessibilidade nos serviços públicos de saúde. A expectativa é que a formação contribua para reduzir barreiras de comunicação e torne o atendimento mais inclusivo para a comunidade surda.

Dados do setor apontam que a dificuldade de comunicação ainda é um dos principais desafios enfrentados por pessoas surdas ao buscar atendimento médico. Nesse contexto, iniciativas de capacitação em Libras são vistas como ferramentas importantes para garantir o direito à informação, melhorar a relação entre profissionais e pacientes e promover um atendimento mais humanizado.

Com a qualificação dos servidores, a rede estadual busca avançar na construção de um ambiente mais acolhedor, onde a comunicação deixe de ser uma barreira e passe a ser um instrumento de inclusão e cuidado.

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