Alcolumbre abre ano legislativo de 2026 com apelo à paz, diálogo e foco no Brasil

Brasília (DF) — O presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), abriu nesta segunda-feira (2) o ano legislativo de 2026, marcando oficialmente o início dos trabalhos do Parlamento. Durante a sessão solene, foi realizada a leitura da mensagem do Poder Executivo, entregue pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, que apresentou as prioridades do governo federal para este ano. Também participaram da cerimônia o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Em discurso no Plenário do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre ressaltou a responsabilidade histórica do Parlamento, a necessidade de diálogo e de paz entre as instituições e a atuação firme do Congresso na defesa do Estado de Direito, das prerrogativas parlamentares e da melhoria concreta da vida da população brasileira. O presidente destacou ainda que o início do novo ano legislativo ocorre em um momento decisivo para o país, marcado pela realização de eleições gerais e pela exigência de maturidade democrática. Segundo ele, o Parlamento seguirá atuando como espaço de mediação política, respeito às diferenças e construção de soluções para os desafios nacionais.

“O Congresso Nacional inicia 2026 consciente do tamanho de sua responsabilidade histórica. Nosso compromisso permanente é melhorar, de forma concreta, a vida da população brasileira”, afirmou.

Ao fazer um balanço dos trabalhos de 2025, o presidente ressaltou a aprovação de agendas estruturantes, com destaque para a regulamentação da reforma tributária. De acordo com Alcolumbre, as mudanças tornaram o sistema mais simples, previsível e eficiente, criando um ambiente mais favorável à produção, ao empreendedorismo e à geração de empregos.

Outro ponto enfatizado foi o avanço em medidas de justiça fiscal, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais por mês. Para o presidente do Congresso, a decisão representa uma escolha clara em favor de quem vive do próprio salário. “Ao garantir essa isenção, o Congresso Nacional fez uma escolha clara: proteger quem vive do salário e cobrar mais de quem pode mais”, afirmou. Segundo ele, a compensação ocorreu por meio de uma tributação mais justa, preservando o equilíbrio das contas públicas.

O presidente do Senado também fez um apelo direto ao país por diálogo e serenidade ao longo de um ano eleitoral, defendendo a paz entre grupos políticos, instituições e Poderes da República. Ele ressaltou, no entanto, que a busca pela pacificação não significa omissão. “Defender a paz nunca foi, e nunca será, sinônimo de omissão. Nossa luta é, e sempre será, em defesa de todos os brasileiros, do Estado de Direito e das prerrogativas do Congresso Nacional”, declarou.

Ao abordar o papel do Parlamento em momentos de tensão, Alcolumbre afirmou que o Congresso tem a missão de recompor o país por meio do diálogo e do respeito institucional. “Quando o Brasil tensiona, é aqui que ele se recompõe”, afirmou, ao reforçar o compromisso de não ampliar conflitos, mas tratá-los com seriedade, maturidade e responsabilidade democrática.

O discurso também lembrou que, em 2026, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal completam 200 anos de funcionamento. Para Alcolumbre, a trajetória histórica do Legislativo impõe grandeza nas decisões, responsabilidade nas escolhas e compromisso permanente com o interesse nacional. “O Congresso Nacional exercerá suas atribuições com independência, sempre buscando o diálogo com o Executivo e com o Judiciário. É do respeito mútuo entre os Poderes que nasce a estabilidade de que o Brasil precisa”, concluiu.








