Concurso indígena mobiliza mais de mil candidatos e marca retomada histórica no Amapá
Depois de mais de 20 anos, o Amapá voltou a realizar um concurso público específico para a educação indígena — e a movimentação foi grande. Neste domingo (26), 1.163 candidatos de diferentes etnias participaram das provas em quatro polos, entre Macapá, Oiapoque e Pedra Branca do Amapari.
Ao todo, foram ofertadas 412 oportunidades, entre vagas imediatas e cadastro reserva, para funções como professor, pedagogo, especialista e auxiliar educacional indígena. A seleção atende uma demanda antiga das comunidades, que há anos enfrentam falta de profissionais efetivos nas escolas.
A secretária de Educação, Francisca Oliveira, destacou o peso do momento. “É um concurso histórico. Estamos garantindo direitos a uma população que por muito tempo ficou à margem”, afirmou.

As provas aconteceram em locais estratégicos, pensados para facilitar o acesso dos candidatos, incluindo escolas em áreas indígenas. Participaram representantes de povos como Karipuna, Galibi Marworno, Palikur, Wajãpi, entre outros — além de indígenas em contexto urbano.
Hoje, a rede estadual conta com 54 escolas indígenas e mais de 3,8 mil estudantes. Mesmo assim, a expansão das comunidades e a aposentadoria de servidores aumentaram a necessidade de novos profissionais. O último concurso havia sido realizado em 2006.
Para quem estava na disputa, o clima era de expectativa. “É mais que uma prova, é a chance de fortalecer nossa educação dentro das comunidades”, resumiu um dos candidatos.

A iniciativa reforça uma virada na política educacional do estado, com foco na valorização cultural e no acesso à educação de qualidade nos territórios indígenas.
Artigos relacionados
Prefeitura convoca 50 candidatos para prova física do concurso da Guarda Municipal de Macapá
Governo do Amapá zera cadastro reserva do concurso do CBM-AP de 2022 com convocação de 155 candidatos




