Denúncia grave: mãe acusa professora de agressão contra criança de 5 anos em escola municipal

Um caso que tem gerado revolta entre pais e responsáveis veio à tona envolvendo a Escola Municipal Professor Bigu. Uma mãe denuncia que o filho, de apenas 5 anos, teria sido vítima de agressão dentro da sala de aula, supostamente praticada pela professora.
De acordo com o relato da mãe, a criança chegou em casa com o braço arranhado e bastante abalada emocionalmente. “Ele chegou tremendo, assustado, e disse que foi a professora que arranhou o braço dele”, afirmou.
Diante da situação, a mãe buscou ajuda imediatamente. “Enviei mensagem para a escola e não tive nenhum retorno. Entrei em contato com a advogada da família, que me orientou a registrar um boletim de ocorrência. Também fiz o exame de corpo de delito e procurei um psicólogo para acompanhar meu filho”, relatou.
Ainda segundo ela, um grupo foi criado com outros pais para compartilhar a situação e buscar esclarecimentos, e outras reclamações acabaram vindo a tona. No entanto, a resposta da gestão escolar gerou ainda mais indignação. Em conversa com a direção, a mãe afirma ter ouvido que “todo e qualquer problema deveria ser tratado com a gestão” e que “crianças, às vezes, inventam situações”. A diretora também teria informado que, até o momento, aquela seria a única reclamação registrada.

Outro ponto de conflito envolve a adaptação do aluno. Segundo a direção, “o estudante perdeu a fase de adaptação” e que situações de dificuldade são comuns nessa idade. A mãe, no entanto, contesta e afirma que o comportamento do filho mudou drasticamente após o ocorrido. “Ele anda assustado, com medo, isso não é normal”, disse.
A denúncia também levanta questionamentos sobre a condução pedagógica. A mãe afirma que, mesmo com o filho doente, não recebeu atividades para serem feitas em casa. “Eu mandei mensagem pedindo, mas não tive retorno”, contou.
Há ainda divergências sobre uma possível mudança de turma. A mãe afirma ter recebido um documento indicando a transferência do filho para outra turma, documento esse assinado, mas a diretora voltou atrás se negando a realizar o procedimento. “Nenhuma mudança pode ser feita sem autorização, ainda mais com o processo em andamento. Acusação precisa ser comprovada”, teria dito a diretora.
Mesmo com o receio da criança, a orientação repassada à família, segundo a mãe, teria sido mantê-lo na mesma turma até a conclusão do processo administrativo, o que tem gerado ainda mais angústia.
“Eu não posso aceitar isso. Se coloquem no meu lugar como mãe. Eu não posso deixar meu filho voltar para uma turma onde a professora possivelmente bateu nele”, desabafou.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes e também pela Secretaria Municipal de Educação. A reportagem segue acompanhando o desdobramento da situação.







