Extensionista de cílios é alvo de operação que apura tráfico e morte de policial penal no AP

A segunda fase da Operação Nêmesis, realizada na sexta-feira (6), resultou na prisão de Railana Leite Nogueira, no município de Santana. Segundo a Polícia Civil do Amapá, ela é investigada por envolvimento com tráfico de drogas e suspeita de participação na execução do policial penal Estevam Carvalho Trindade Júnior, morto em julho de 2025.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido por agentes da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas na casa da investigada, no bairro Fonte Nova.
Entenda o caso
A investigação sobre tráfico de drogas começou após a apreensão de uma remessa de entorpecentes em janeiro deste ano. Durante a operação, a polícia identificou que o carregamento teria como destino a residência da empresária. Com base nas informações reunidas, a Justiça autorizou a prisão preventiva.

Investigação sobre a morte do policial penal
Railana também é investigada no caso da execução do policial penal Estevam Carvalho Trindade Júnior. De acordo com a Polícia Civil do Amapá, o crime teria sido motivado por um desentendimento entre a vítima e um pedreiro de 48 anos, pai da empresária, após um serviço de construção que não teria sido concluído mesmo após pagamento.
Na investigação, a empresária, que atua no ramo de estética facial, aparece como intermediadora entre o pai e integrantes da facção Família Terror do Amapá (FTA). Um dos líderes do grupo é companheiro dela e está preso no sistema penitenciário.
Após o conflito entre o policial penal e o pai da empresária, ela teria feito a ponte com integrantes da liderança da facção.
As apurações indicam ainda que Railana teria administrado linhas telefônicas utilizadas para facilitar a comunicação entre criminosos dentro e fora do presídio. Pelo menos seis pessoas são suspeitas de participação no planejamento e na execução do homicídio.





