Macapá

Furto na MacapáPrev levanta suspeita de destruição de provas em meio a investigação sobre rombo milionário

A Polícia Civil do Amapá investiga o furto de computadores e documentos da sede da Macapá Previdência (MacapáPrev), descoberto no último sábado (14), sob a suspeita de que o crime possa ter sido cometido para destruir ou ocultar provas relacionadas a um possível rombo milionário nas contas do instituto.

A invasão ocorreu dentro da própria estrutura administrativa da autarquia, em Macapá, e chamou a atenção dos investigadores por um detalhe incomum: não foram encontrados sinais de arrombamento externo no prédio. A ausência de marcas de invasão levanta a hipótese de que o autor ou autores possam ter tido acesso facilitado às dependências do órgão.

Durante a perícia realizada no local, técnicos também constataram que os sistemas de comunicação foram interrompidos no momento da ação. Para os investigadores, esse elemento reforça a possibilidade de que o crime tenha sido planejado e executado de forma direcionada.

Sistemas de comunicação foram interrompidos

Entre os itens levados estão notebooks utilizados pelo ex-diretor financeiro da MacapáPrev, Fabiano Gemaque Valente de Andrade, e pela ex-chefe de gabinete da presidência do instituto, Karyna Santos Ramos. Ambos deixaram os cargos recentemente após mudanças na administração municipal.

Fontes da área de segurança pública apontam que o foco em equipamentos ligados diretamente ao setor financeiro despertou preocupação dentro da investigação. Uma das linhas de apuração considera a possibilidade de que os dispositivos pudessem armazenar informações estratégicas sobre movimentações financeiras da autarquia.

Foco da ação foram equipamentos ligados diretamente ao setor financeiro

Queda nas reservas da previdência está no centro das suspeitas

O episódio ocorre em meio a questionamentos sobre a situação financeira da previdência municipal. Dados enviados pelo Ministério da Previdência Social ao Tribunal de Contas do Estado do Amapá indicam uma redução significativa nas reservas do instituto.

Em cerca de dois anos, os recursos teriam caído de aproximadamente R$ 176,8 milhões para cerca de R$ 39 milhões. Atualmente, o saldo estaria pouco acima de R$ 31 milhões.

Furto foi descoberto no sábado, 14

A magnitude da queda levou órgãos de controle a solicitar explicações formais sobre a gestão dos recursos previdenciários. A Polícia Civil apura agora se o furto na sede da MacapáPrev tem relação direta com as investigações sobre o desaparecimento de parte significativa do patrimônio financeiro do instituto.

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