Ministro afirma que Petrobras deve retomar perfuração no Amapá em até 30 dias

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou na última quinta-feira (8) que as atividades de perfuração da Petrobras no litoral do Amapá devem ser retomadas em no máximo 30 dias, após terem sido interrompidas devido a um vazamento de fluido durante uma operação exploratória na Bacia da Foz do Amazonas.
Segundo Silveira, a expectativa é que o incidente, que já foi contido pela própria Petrobras, não comprometa o andamento geral do projeto. A retomada, no entanto, depende da liberação formal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que solicitou à estatal um relatório detalhado sobre as causas e as medidas corretivas antes de autorizar a continuidade das atividades.
Na reunião com técnicos da ANP, representantes da Petrobras estimaram um impacto inicial de 10 a 15 dias no cronograma de perfuração, condicionado aos resultados da inspeção e dos reparos necessários. O ministro reforçou ainda que a empresa já atua com cuidado para garantir que todas as exigências de segurança e ambientais sejam cumpridas antes da retomada.
O poço exploratório, denominado Morpho, está sendo perfurado em águas profundas, a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense. A operação faz parte de um plano da Petrobras para avaliar o potencial de reservas de petróleo e gás em uma das áreas mais promissoras da chamada Margem Equatorial brasileira, uma região estratégica que, se comprovado o potencial comercial, pode significar um avanço importante para a produção nacional.
A interrupção ocorreu após detecção de perda de fluido de perfuração em linhas auxiliares da sonda, que, segundo a Petrobras, é biodegradável e dentro dos limites legais de toxicidade. O vazamento foi rapidamente contido e os equipamentos foram trazidos à superfície para inspeção e reparos.
O episódio também gerou questionamentos por parte de órgãos ambientais e comunidades tradicionais, que pediram mais detalhes sobre os riscos da atividade em uma área ecologicamente sensível. O Ministério Público Federal (MPF) chegou a solicitar explicações à Petrobras e ao Ibama sobre o ocorrido.






