Polícia

Mulher morre dentro de cela do Ciosp e Polícia Civil apura possível ingestão de droga

A Polícia Civil do Amapá investiga a morte de Maria Rosinilda Pantoja Sena, de 33 anos, ocorrida no fim da tarde desta sexta-feira (20), dentro de uma cela do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do bairro Pacoval, na zona norte de Macapá.

A mulher havia sido detida horas antes, em cumprimento a um mandado de prisão. Ela foi capturada por uma equipe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado no bairro Igarapé da Fortaleza, no município de Santana. Contra Maria Rosinilda pesavam acusações de tráfico de drogas e participação em organização criminosa.

Segundo as investigações, ela também era apontada como fornecedora de entorpecentes para um servidor da Secretaria de Educação preso em outubro de 2025 ao tentar entrar com drogas no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), conhecido como “Cadeião”.

Por volta das 16h, Maria Rosinilda foi apresentada na Central de Flagrantes do Ciosp do Pacoval. De acordo com o delegado Estéfano Santos, titular da Draco, durante a abordagem a suspeita tentou destruir o próprio aparelho celular, que acabou sendo recuperado pelos agentes.

Ainda conforme o delegado, em nenhum momento a detida relatou mal-estar ou informou ter ingerido qualquer substância ilícita.

“A gente só ficou sabendo dessa possibilidade após a necropsia. Ela não informou para a equipe policial, nem para o médico que realizou o exame de corpo de delito, que tivesse ingerido droga. Nenhum policial presenciou isso, nem houve qualquer relato por parte dela”, afirmou Estéfano Santos.

Ele acrescentou que, no momento da prisão, a suspeita tentou se evadir e se desfez de objetos, mas não houve percepção de que tivesse ingerido entorpecentes.

A situação foi descoberta por volta das 18h, quando a equipe de plantão se preparava para custodiar outro preso. Ao verificarem a cela, os agentes encontraram Maria Rosinilda deitada de costas, imóvel, e com sangramento nas narinas.

O Corpo de Bombeiros Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas as equipes apenas puderam constatar o óbito. De acordo com os socorristas, o corpo já apresentava sinais de rigidez cadavérica, o que indica que a morte pode ter ocorrido algum tempo antes de ser percebida.

Durante exame de necropsia realizado pela Polícia Científica (Politec), foram encontrados dois papelotes com resquícios de substância possivelmente entorpecente no estômago da vítima. O material foi recolhido e será submetido à análise laboratorial.

A principal linha de investigação é que a mulher possa ter ingerido as embalagens com droga, de forma acidental ou proposital, possivelmente para ocultar provas no momento da abordagem policial e não ser presa em flagrante por tráfico.

A Polícia Civil do Amapá aguarda o laudo definitivo da Politec para confirmar a causa da morte e concluir o inquérito que apura as circunstâncias do óbito ocorrido enquanto a detida estava sob custódia do Estado.

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