Oficina de corte e costura fortalece geração de renda para mulheres do Franquinho, no Bailique

Moradoras da comunidade do Franquinho, localizada no Arquipélago do Bailique, participaram neste mês da segunda edição da Oficina de Corte e Costura, iniciativa organizada pela Associação Gira Mundo. A ação teve como objetivo incentivar alternativas de geração de renda para mulheres ribeirinhas, além de contribuir para o aprimoramento de habilidades manuais, criatividade e noções de empreendedorismo.
Ao todo, 20 mulheres — muitas delas lideranças comunitárias de diferentes localidades do arquipélago — participaram da formação, realizada na Escola Estadual Franquinho. A oficina foi ministrada pelas bailiquenses Izabel Amanajás e Ivanete Amanajás, que compartilharam conhecimentos técnicos e experiências práticas com as participantes.
Durante a capacitação, as alunas aprenderam desde o uso correto das máquinas de costura até técnicas de medição e corte de tecidos, diferentes tipos de costura e a confecção de peças como shorts, saias e blusas, ampliando as possibilidades de produção e comercialização.
A iniciativa contou com a parceria do Movimento de Mulheres Pescadoras, Agricultoras e Extrativistas do Bailique, da Colônia de Pescadores Z-5 e do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, fortalecendo o trabalho em rede na região.

O produtor responsável pela ação da Gira Mundo, Wellington Dias, destacou a importância da união entre as instituições que atuam no arquipélago.
“Essa parceria entre a Gira Mundo e as demais instituições que atuam no Bailique surge a partir do reconhecimento do trabalho que desenvolvemos na região desde 2012, com oficinas de arte, projetos educacionais e socioambientais. Essa articulação fortalece as alianças com organizações e movimentos sociais locais e amplia o alcance das nossas ações”, afirmou.
Lúcia Maria Santana, uma das moradoras participantes, destacou a importância da oficina para as mulheres da comunidade.
“Estamos encerrando a Oficina de Corte e Costura aqui na comunidade do Franquinho com um sentimento de gratidão e conquista. Foi uma oportunidade muito importante para nós, mulheres, porque além de aprendermos uma nova profissão, também pensamos na complementação da renda e na melhoria da qualidade de vida das nossas famílias. Foi um momento de união, em que muitas deixaram suas casas para participar e colaborar. Essa iniciativa fortalece as mulheres das comunidades e nos dá mais confiança para seguir em frente”, ressaltou.

Para este ano, a Associação Gira Mundo prevê novas ações no Bailique por meio do projeto Tecno Barca – Residência e Festival de Artes Visuais, contemplado no Edital Ações Continuadas 2025 da Funarte. A programação inclui residências artísticas, oficinas de arte e tecnologias sociais, exposições, lançamento de livro, palestras e rodas de conversa com artistas, pesquisadores e a comunidade escolar, tanto no Bailique quanto em Macapá.







