Prefeito de Macapá, Dr. Furlan, renuncia ao mandato após afastamento determinado pelo STF

O prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan (MDB), formalizou nesta quinta-feira (5) sua renúncia ao cargo que exercia desde janeiro de 2025. O documento foi encaminhado à Câmara Municipal de Macapá e protocolado oficialmente na Casa Legislativa.
A decisão ocorre um dia após o afastamento do prefeito e do vice-prefeito por determinação do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal.

Na carta encaminhada ao presidente da Câmara, Pedro dos Santos Martins, Furlan afirma que a renúncia atende a exigências legais para disputar o Governo do Amapá nas eleições de 2026. Segundo ele, pesquisas de intenção de voto indicariam apoio popular à sua candidatura ao cargo.
“Minha decisão está pautada num anseio público, que vem sendo materializado em inúmeras pesquisas de intenção de voto, que anseiam minha candidatura ao cargo de Governador do Estado do Amapá”, afirma trecho do documento.
Afastamento determinado pelo STF
A renúncia ocorre após o afastamento do prefeito e do vice-prefeito de Macapá, determinado pelo Supremo Tribunal Federal na quarta-feira (4), durante a deflagração da segunda fase da Operação Paroxismo.
A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de fraudes na construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, envolvendo possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde.
Suspeitas de fraude e desvio de recursos
De acordo com a investigação, há indícios da existência de um esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, com possível direcionamento de licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados ao projeto de engenharia e à execução das obras do hospital.
A competência do STF para conduzir o caso ocorre devido ao uso de emendas parlamentares federais destinadas à obra, o que atrai a jurisdição da Corte.

Mandados e medidas judiciais
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.
Além do prefeito e do vice-prefeito, a decisão também determinou o afastamento de servidores públicos investigados pelo período inicial de 60 dias.
Investigação já havia sido revelada
A investigação da Polícia Federal já havia sido divulgada pela imprensa nacional em janeiro deste ano. Na ocasião, foram reveladas informações sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo o motorista do prefeito.
O caso segue em apuração pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, e novos desdobramentos podem ocorrer nos próximos dias, tanto na esfera judicial quanto no cenário político do Amapá.








