Violência contra a mulher começa no silêncio e exige ação coletiva, diz parlamentar

A violência contra a mulher não começa com o disparo de uma arma, mas no silêncio — na normalização do controle, do ciúme excessivo e da posse disfarçada de amor. O alerta é da parlamentar Aline Gurgel, autora de leis voltadas à proteção de mulheres e adolescentes.
A declaração ocorre após casos recentes que chocaram o estado, como o de uma adolescente de 15 anos morta pelo companheiro, também adolescente. Para ela, não se trata de “fatalidade” ou “crime passional”, mas de violência que precisa ser enfrentada com prevenção, proteção e responsabilização efetiva.
Aline faz um apelo direto à sociedade: denunciar é fundamental. “Não é briga de casal. Não é assunto privado. É crime. E o silêncio mata”, reforça.
Entre as ações defendidas está o combate à violência no namoro dentro das escolas, por meio da Lei Nacional de Prevenção ao Namoro sem Violência, proposta que nasceu no Amapá e ganhou alcance nacional.
Ela também destaca a criação do Box Lilás no 190, com atendimento especializado, e a implantação da Casa da Mulher Brasileira no estado, viabilizada com recursos destinados em parceria com o senador Davi Alcolumbre.
Em março, três viaturas Maria da Penha devem ser entregues às delegacias do Amapá para reforçar a rede de proteção.
“Não basta discurso. É preciso ação, investimento e responsabilidade. Vencer a violência entre quatro paredes é proteger o presente e salvar o futuro”, conclui.






