Polícia Civil conclui inquérito sobre latrocínio de jovem em Santana; suspeito é indiciado por crimes de latrocínio, estupro e fraude processual

A Polícia Civil do Estado do Amapá concluiu, nesta terça-feira (24), o inquérito que investigou a morte da jovem Ana Paula Rodrigues, de 19 anos, ocorrida no dia 9 de março, no município de Santana. O caso foi conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia da cidade.
De acordo com o delegado Anderson Ramos, titular da unidade, o principal suspeito foi indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte), estupro e fraude processual, todos em concurso material. As investigações reuniram um conjunto robusto de provas, incluindo imagens de monitoramento, perícias biológicas e necroscópicas, análise do local do crime, relatórios investigativos e a confissão do próprio autor.
Ainda segundo a polícia, uma mulher também foi identificada e confessou participação no caso ao receptar o celular roubado da vítima.
Dinâmica do crime
O relatório final aponta que o investigado entrou no estabelecimento se passando por cliente, com o objetivo de cometer roubo para sustentar o vício em entorpecentes. Durante a ação, ao encontrar resistência da vítima, ele utilizou estrangulamento — caracterizado como asfixia mecânica — para matá-la e garantir a subtração de bens, incluindo um celular e as chaves do local.
Estupro consumado
A investigação também concluiu que houve estupro consumado, divergindo da avaliação inicial que tratava o caso como tentativa. Conforme a fundamentação técnica, o desnudamento parcial da vítima e a manipulação de suas vestes mediante violência já configuram a consumação do crime, mesmo sem a ocorrência de conjunção carnal.
Fraude para dificultar investigação
Após o crime, o suspeito permaneceu por cerca de 23 minutos na cena, tentando dificultar a produção de provas. Ele retirou o roteador de internet do local para impedir o envio de imagens das câmeras de segurança e jogou tinta nas mãos da vítima, com a intenção de comprometer possíveis vestígios genéticos sob as unhas, decorrentes da luta corporal.
Denúncia do Ministério Público
O Ministério Público do Estado do Amapá já ofereceu denúncia formal contra o investigado. A acusação segue a mesma linha de enquadramento jurídico e reconstrução dos fatos apresentada pela Polícia Civil no relatório final.
O caso segue agora para tramitação na Justiça.








