Amiga relata relacionamento recente e comportamento obsessivo de Maria Darcy às vésperas de julgamento por assassinato de policial penal José Éder

Às vésperas do julgamento de Maria Darcy, acusada de assassinar o policial penal José Éder Ferreira Gonçalves, um novo depoimento obtido com exclusividade pelo portal Alyne Kaiser lança luz sobre o comportamento recente da ré em um relacionamento ocorrido aqui no Amapá e em Blumenau, Santa Catarina.
Após descobrir que Maria Darcy teria assassinado José Éder, o jovem com quem ela se relacionou foi embora do Amapá e ela, segundo a testemunha, teria ido atrás dele em Santa Catarina.
O relato foi concedido em entrevista ao portal Alyne Kaiser por uma amiga que trabalhou com Maria Darcy. Segundo a testemunha, o episódio aconteceu recentemente, anos após o homicídio do policial penal, e envolve um rapaz mais jovem que tentou encerrar o vínculo com a acusada.
De acordo com a entrevistada, o homem não queria mais manter qualquer tipo de relação e afirmava a pessoas próximas que nunca teve um relacionamento com Maria Darcy. Ainda assim, ela insistia em dizer publicamente que era companheira dele, passando a persegui-lo e a criar situações de conflito.

A testemunha relatou que Maria Darcy seguia o rapaz, aparecia nos locais que ele frequentava e se envolvia em discussões com pessoas que se aproximavam dele. Em uma das situações, ela teria ameaçado agredir outra mulher que também trabalhava no mesmo local, afirmando que partiria para a agressão se fosse necessário.
Ainda segundo o depoimento, o rapaz passou a viver sob constante pressão psicológica, sentindo-se coagido e sem liberdade para conduzir a própria vida. Ele chegou a tentar sair da casa onde morava para se afastar da situação, já que Maria Darcy não aceitava o fim do vínculo e não permitia que ele seguisse em frente.
O depoimento aponta um padrão de comportamento possessivo e obsessivo, revelado justamente na semana em que Maria Darcy será levada a julgamento pelo assassinato do policial penal José Éder Ferreira Gonçalves, morto a facadas dentro do apartamento do casal, em Macapá, em novembro de 2021. “Ela contou pra mim que um dia ela conseguiu entrar no quarto do rapaz sem fazer barulho estava na cama dele, por volta de 3h da manhã dizendo que queria conversar com ele. Ela só saiu de lá porque ameacaram chamar a polícia”, disse a testemunha.
O julgamento está previsto para ocorrer amanhã e deve analisar as circunstâncias do crime, além de aspectos comportamentais da acusada, que poderão ser debatidos durante o Tribunal do Júri.
O caso segue gerando grande repercussão devido à gravidade do crime. Segundo a acusação, Maria Darcy não aceitava a separação, trancava José Éder no apartamento e no dia do crime o feriu com uma facada no pescoço.







