Justiça

Cinco anos depois, começa julgamento de francês acusado de matar companheira amapaense e tentar queimar o corpo na Guiana Francesa

O francês Sylvain Kereneur começou a ser julgado no último dia 6 de janeiro, no Tribunal de Fort-de-France, na Martinica. Ele é acusado de homicídio agravado contra a própria companheira, Karina Antunes Gama de Souza, morta em maio de 2020. O caso, que chocou autoridades francesas pela brutalidade e pelas circunstâncias do crime, chega à fase final mais de cinco anos após o assassinato.

O corpo de Karina foi encontrado no dia 15 de maio de 2020, por duas pessoas em uma área de floresta próxima ao riacho Tibourou, no município de Roura, na Guiana Francesa. A vítima apresentava sinais de queimaduras, exalava forte odor de combustível e estava com o rosto voltado para baixo. Uma tatuagem de borboleta nas costas, parcialmente queimada, ajudou na identificação do corpo da jovem. Próximo ao local, investigadores também localizaram um exame de ultrassom em nome da vítima.

De acordo com o laudo médico-legal, a principal hipótese é de que Karina tenha morrido por asfixia. Os peritos apontam ainda que o corpo teria sido transportado após a morte e, posteriormente, incendiado. A queima, no entanto, não teria sido concluída por causa das fortes chuvas registradas na região naquele período.

Família de Karina fez protesto à época em Cayenne pedindo por justiça

Sylvain Kereneur foi preso em 2021, na cidade de Antibes, no sul da França. Durante as investigações, ele admitiu envolvimento na morte da ex-companheira, mas afirmou não ter tido a intenção de matá-la. Inicialmente, a defesa tentou requalificar o crime como violência seguida de morte sem intenção, o que reduziria a pena, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça.

Em 11 de julho de 2023, o Tribunal de Cassação anulou o julgamento que tramitava no Tribunal de Apelação de Cayenne e determinou a redistribuição do processo. O caso passou então ao Tribunal de Apelação de Fort-de-France, que confirmou o envio de Kereneur ao Tribunal do Júri para responder por homicídio agravado.

O julgamento Martinica representa o desfecho judicial de um crime ocorrido em 2020, marcado por indícios de violência extrema e tentativa de ocultação do corpo. A expectativa é de que o tribunal analise, ao longo das sessões, os laudos periciais, depoimentos e a responsabilidade penal do acusado.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo