Maria Darcy é condenada a mais de 24 anos pelo assassinato do policial penal José Éder Ferreira, em Macapá

Após cerca de 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Macapá condenou a 24 anos e 6 meses de prisão por homicídio qualificado, a ré Maria Darcy Farias Moraes Gonçalves pelo assassinato do policial penal José Éder Ferreira Gonçalves, com quem estava em processe de separação. O crime ocorreu em novembro de 2021 e teve grande repercussão no estado do Amapá.
José Éder foi morto com um golpe de faca no pescoço dentro do apartamento onde o casal morava, na zona norte da capital. À época, os dois viviam um relacionamento conturbado e estavam em processo de separação.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, no dia do crime houve uma discussão entre o casal. Durante o conflito, Maria Darcy se armou com uma faca e atingiu a vítima de forma fatal. O filho do casal, ainda adolescente na época, presenciou parte da situação e foi uma das principais testemunhas do processo.
Após o homicídio, Maria Darcy foi presa em flagrante, teve a prisão convertida em preventiva, mas posteriormente passou a responder ao processo em liberdade por decisão judicial.
Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou a tese de homicídio qualificado, enquanto a defesa tentou afastar a intenção de matar. Após horas de debates, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação da ré.
Com a decisão, Maria Darcy deverá retornar ao sistema prisional para cumprimento da pena, que foi fixada pela juiza Livia Simone Cardoso.
O caso encerra um dos julgamentos mais aguardados dos últimos anos no Amapá e reacende o debate sobre violência doméstica e crimes cometidos no âmbito familiar.







