Artes

Zwanga Impacto Social fortalece empreendedorismo feminino no Quilombo do Curiaú com o Projeto Afromulher

O Projeto Afromulher, idealizado pela organização Zwanga Impacto Social, chegou à sua terceira edição e segue em andamento no Quilombo do Curiaú, em Macapá, alcançando diretamente 120 famílias quilombolas. A proposta é fortalecer o empreendedorismo feminino negro por meio de cursos práticos e formações em áreas como corte e costura, maquiagem, trancista, confecção de bonecas de tecido, saboaria artesanal e manicure.

Mais do que habilidades técnicas, o Afromulher promove aulas de afroempreendedorismo e gestão de negócios, incentivando cada participante a desenvolver seu próprio plano de negócio, com foco em autonomia, segurança e geração de renda.

Parcerias que fortalecem

O projeto integra o Programa Amapá Afro, da Fundação Marabaixo (Governo do Estado), e conta com apoio da Associação do Quilombo do Rosa, consolidando uma rede de parcerias para ampliar as oportunidades nas comunidades negras do estado.

Inclusão e sustentabilidade

A Zwanga Impacto Social, responsável pela coordenação, atua no desenvolvimento de projetos que unem inclusão, sustentabilidade e fortalecimento da economia criativa amazônica.

Segundo a idealizadora e coordenadora do projeto, Rejane Soares, a iniciativa nasceu da vivência pessoal e da vontade de abrir caminhos para outras mulheres. “Eu também enfrentei os desafios de empreender como mulher negra. Transformei minha trajetória em metodologia para que outras mulheres possam enxergar suas capacidades, ganhar confiança e transformar a própria vida através do trabalho e da cultura afro”, afirmou.

Dados do Sebrae reforçam a importância dessa atuação: mulheres negras representam mais de 35% das empreendedoras brasileiras, muitas delas à frente de pequenos negócios, mas ainda enfrentam barreiras como falta de crédito e informalidade.

Instrutoras que inspiram

Um dos diferenciais do Afromulher é o corpo de instrutoras: mulheres negras empreendedoras que compartilham suas vivências do mercado local. Essa troca de experiências aproxima a formação da realidade do dia a dia e inspira as participantes a acreditarem no próprio potencial.

A metodologia aplicada foi desenvolvida por Rejane Soares, que transformou sua trajetória em um modelo pedagógico acessível, acolhedor e voltado ao impacto real.

Tradição, cultura e inovação

Mais do que formação profissional, o Afromulher valoriza saberes ancestrais. Na saboaria artesanal, por exemplo, as mulheres aprendem a produzir sabonetes, sabões, elixires e produtos de autocuidado a partir de óleos, ervas e frutos da região, unindo tradição, sustentabilidade e inovação.

Transformação comunitária

No Quilombo do Curiaú, a expectativa é que as participantes se tornem referência em suas comunidades, movimentem a economia local e ampliem o acesso a produtos e serviços de qualidade. O projeto reafirma a identidade cultural quilombola e fortalece o protagonismo feminino negro na Amazônia.

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