Cultura

AfroEstima Lab coloca Macapá no centro das narrativas negras e indígenas da Amazônia

Macapá recebe, entre os dias 1º e 4 de junho, a primeira edição do AfroEstima Lab Amazônico de Narrativas Negras e Indígenas, iniciativa voltada ao desenvolvimento de filmes e séries criados por realizadores negros, quilombolas e indígenas da Amazônia.

A programação acontece na Biblioteca Pública Elcy Lacerda e na CUFA Amapá, reunindo oito projetos selecionados para atividades de formação, consultorias e mentorias com profissionais do audiovisual, entre eles a cineasta indígena Karkará Tunga e a realizadora Rayane Penha.

Antes da etapa em Macapá, o laboratório promoveu atividades em Oiapoque, incluindo uma vivência na Aldeia Manga e ações no Museu Kuahí, fortalecendo o diálogo com as comunidades indígenas da região.

Laboratório promoveu atividades em Oiapoque

O AfroEstima Lab surgiu a partir do sucesso do Festival Pan-Amazônico de Cinema Negro AfroEstima, realizado em 2025, que recebeu mais de 230 produções de todo o país e revelou a necessidade de um espaço permanente para o desenvolvimento de narrativas amazônicas.

O encerramento será no dia 4 de junho, com uma sessão pública de pitching na sede da CUFA Amapá. Os participantes apresentarão seus projetos a convidados e especialistas do setor, concorrendo aos prêmios de Melhor Pitching de Longa-Metragem e Melhor Pitching de Obra Seriada.

A iniciativa conta com apoio do Projeto Paradiso, da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá, da Biblioteca Pública Elcy Lacerda e da CUFA Amapá.

Fotos: Alain Grao

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